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Errar, Aprender e Acertar: promovendo soluções inovadoras para o tratamento do câncer nas cidades

October 9, 2020

Errar, Aprender e Acertar: promovendo soluções inovadoras para o tratamento do câncer nas cidades

“O fracasso é sucesso se aprendermos com ele”*. Este lema tem sido a força motriz da abordagem inovadora do City Cancer Challenge (C/Can) para desenvolver e implementar soluções locais que auxiliem no tratamento do câncer desde o início. e Também estamos comprometidos com uma agenda de aprendizagem para informar sobre o plano de atividades, processos e operações para garantir um impacto duradouro nas cidades.

Compartilhar o que aprendemos nas cidades participantes no C/Can e como pretendemos aplicar esses conhecimentos também faz parte do nosso compromisso com uma cultura trasnparente, colaboração e aprendizagem coletiva com nossos parceiros e partes interessadas da cidade. Através de uma série de histórias do blog, nos próximos meses mergulharemos mais profundamente em quatro das nossas principais áreas de aprendizagem:

História 1. Agregar valor

Atender as necessidades das pessoas mais afetadas pelo câncer é um dos princípios básicos do C/Can. Nesta história, refletiremos sobre a importância de uma abordagem baseada em evidências, liderada pela cidade, que integre as perspectivas de todas as partes interessadas, incluindo o governo, centros de tratamento oncológico, profissionais de saúde, sociedade civil, pacientes e a academia. Destacaremos, especialmente, a importância de dispor de dados de boa qualidade que nos ajudem a avaliar se “foram feitas as ações certas” para atender às principais necessidades do tratamento de câncer, identificadas pela cidade.

“Conseguimos que representantes dos setores público e privado e as ONGs, se reunissem para juntos avaliar e discutir suas principais necessidades em relação ao combate ao câncer na cidade de Assunção.” Dra. Angelica Samudio, Chefe da Unidade de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Nacional de Assunção (UNA).

História 2. Trabalhar de forma “mais inteligente”

Valorizamos a confiança depositada em nós pelas partes interessadas e parceiros das cidades selecionadas e nos esforçamos para garantir que as operações e atividades do C/Can sejam “inteligentes” – que trabalhemos em estreita colaboração com nossa rede de parceiros e especialistas para utilizar nossos recursos de forma eficiente e aproveitar nossa experiência nas primeiras cidades participantes no C/Can (Cali, Assunção, Yangon, Kumasi, Kigali, Porto Alegre e Tbilisi) para melhorar a qualidade, oportunidades e a relação custo-benefício do nosso processo na cidade. Nesta história, analisaremos o que consideramos como os principais desafios e os principais promotores do sucesso no processo de engajamento das cidades do C/Can e como estamos usando esses conhecimentos para escalar nosso modelo.

“A implementação do City Cancer Challenge em Cali trouxe vários aprendizados, tais como: a importância de fortalecer a governança e a capacitação dos recursos humanos, fomentar a colaboração entre as várias partes interessadas e melhorar a qualidade do atendimento e dos sistemas de informação.” Nelson Sinisterra, Secretário de Saúde de Cali, Colômbia

História 3. Medir o impacto

Consideramos fundamental utilizar métricas claras para acompanhar e informar sobre o nosso progresso e impactos nas cidades participantes no C/Can. Nesta história, analisaremos os resultados alcançados em 2019, a fim de obter um conjunto básico de resultados de curto prazo para melhorar a qualidade da infraestrutura e serviços de atenção oncológica, e a capacitação dos profissionais de saúde. Os processos, protocolos e diretrizes desenvolvidos através da assistência técnica criaram bases sólidas para o tratamento do câncer que, uma vez implantados, provavelmente terão um impacto duradouro, principalmente nas áreas de patologia e atendimento multidisciplinar.

“O C/Can está transformando o fardo do câncer em novos começos e novas possibilidades de vida, não só para os pacientes, mas também para as comunidades e seus sistemas de saúde.” Beatriz Hornburg, Centro de Diagnóstico de Patologia Anatômica (CEDAP) e Patologista patrocinada pela Sociedade Americana de Patologia Clínica.

História 4. Promoção da sustentabilidade

Só poderemos obter um impacto específico de longo prazo se as cidades forem capazes de manter as ações ao longo do tempo, e após o período de 2 anos de apoio direto do C/Can. Avaliar se os resultados serão duradouros é uma pergunta que nos fazemos desde o primeiro dia, e que revisamos com as partes interessadas e parceiros locais, ao longo do processo. Nesta história, exploraremos os princípios fundamentais da estrutura de sustentabilidade emergente do C/Can e como eles contribuem para atingir nosso objetivo de apoiar as cidades na sua trajetória para o desenvolvimento de sistemas de saúde sólidos e resilientes para o tratamento do câncer. Queremos assegurar-nos de que as cidades do C/Can poderão passar sem dificuldades, do apoio financeiro e organizacional do C/Can,  para a apropriação e responsabilidade local e continuar aumentando os esforços relativos ao atendimento oncológico para obter um impacto duradouro.

 

Fique atento à primeira história da série que será lançada no final deste mês.

 

Rebecca Morton Doherty

Líder  de Política e Impacto Global do City Cancer Challenge

 

* Malcolm Forbes